sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Curto meu curto

Hoje quero escrever sobre um dos maiores prazeres das mulheres: um corte de cabelo novo e totalmente diferente.

Bom… talvez não seja um dos maioooores prazeres de todas as mulheres mas, para mim, foi uma emoção comparável a coisas como comer chocolate em plena TPM, ou tirar aqueles sapatos de salto altíssimos depois de um dia inteiro de trabalho, ou ir ao banheiro quando se está muito muito muito apertada.

Então você se pergunta: o que tem demais um corte de cabelo??? E eu respondo: UAU…. (caro leitor deste blog, mentalize o rosto de uma pessoa sem palavras pra explicar).

Estou na minha terceira década de vida e tenho cabelos cacheados, encaracolados, crespos – escolha a sua categoria preferida – o mais correto é dizer que só posso pentea-los quando estão molhados, e que dependendo do tempo o frizz faz ele parecer uma tocha olímpica que não apaga nunca . Sempre gostei dos meus cabelos e nunca, nunca mesmo cogitei alisá-los, apesar de sentir uma pontadinha de ciúmes dos cabelos lisos da minha filha mais velha.

Não tinha pensado nisso antes porque eu não sabia o quanto ter cabelo liso é fácil. Se ele acordar armado você escova e prende num rabinho de cavalo bonito e deu; ele nunca tem frizz (eu odeio frizz); e o mais legal do cabelo liso: você pode fazer qualquer corte que aparece.

Eu, enquanto portadora orgulhosa de longas madeixas onduladas, nunca me dei ao luxo de escolher um corte de cabelo. Cabelo enrolado só tem dois cortes: curto ou comprido. Sempre optei pelo comprido porque gostava de exibir meus cabelos o que, com o passar do tempo, e a chegada das filhas, passou a ser uma grande besteira já que precisava deixar o cabelo preso durante a maior parte do tempo.

Então, semana passada, tive um cancelamento de agenda e fiquei sem ter o que fazer por duas horas e pensei: porque não??? Fui até a minha ‘cabeleireira-tira-só-as-pontinhas’ e pedi pra ela trabalhar de verdade.

“- O que você quer? No que está pensando?”, ela perguntou.

“- Só quero uma cara diferente, te vira…”

“- Tem certeza? E se você se arrepender? Seu cabelo é tão bonito!”

“- Ele vai crescer de novo, então usa essa tesoura com vontade.”

Bom. O que dizer? Ela usou.

Hoje sou uma mulher de cabelos curtos e … UAU….

Posso usar presilhas; inventar penteados; e, se o frizz ataca, puxo o cabelo pra trás com uma piranha pequena e não fico com aquela cara de dona de casa cansada, fica… UAU.

Enfim, meu cabelo sempre foi curto,  e só eu não sabia disso. Era a alma do meu cabelo (Anotação mental: papo filosófico para um futuro post. Os cabelos têm alma?)

A melhor definição da mudança foi dada pela minha filha mais velha: “Mãe, que legal! Agora você não precisa mais ficar com o cabelo preso só porque não lavou ele.”

Como é que as crianças conseguem deduzir as coisas assim tão facilmente?