sábado, 18 de setembro de 2010

Dilma pode ser lésbica. E daí?


Está circulando nos blogs e em alguns sites de notícias a história de que a Dilma Roussef - a próxima presidente do Brasil, de acordo com todas as pesquisas - teria tido um caso de quinze anos com outra mulher. A declaração é de Veronica Maldonado, uma empregada doméstica que afirma ter vivido com a Dilma durante uma década e meia. E mais, diz que foi abandonada quando Dilma foi pra Brasília. Agora, em troca dos quinze anos de dedicação total e amor que a fizeram parar de trabalhar a fim de se dedicar à candidata, ela exige uma pensão. 

As opiniões dos internautas variam muito de comentário em comentário nos blogs. Alguns dizem que isso é obra da oposição pra desqualificar a candidata do PT; outros dizem que só faltava isso na biografia da Dilma; outros, que é um demérito para as lésbicas ter alguém como a Dilma em suas fileiras. 

Quanto a mim, me pergunto: realmente importa o que a Dilma Roussef faz na cama? 

Já passou da hora de abandonarmos essa cultura de alcova. Essa mania que temos de querer saber de coisas que realmente não nos importam. É por causa dessa cultura que sabemos mais o que acontece com as mulheres-fruta do que no Congresso Nacional. 

Importa mesmo o fato de Dilma ser lésbica, ou o fato de ela fazer parte de um governo marcado pela corrupção e pelo descaso? Um governo que, repetidas vezes, nos chamou de burros, ignorantes, que fez pouco caso de nossa inteligência ao tentar vender os absurdos que acontecem no Congresso como se fossem coisas normais, corriqueiras, simples falhas humanas sem maiores consequências. 

Importa o fato da Dilma ser lésbica, ou o fato de ela estar em campanha há pelo menos dois anos, ajudada pela máquina administrativa, usando o dinheiro dos impostos que pagamos para financiar sua campanha enquanto nós pagamos duas vezes para ter saúde, educação e segurança? 

Importa o fato de a Dilma ser lésbica, ou o fato de o PT não medir esforços para continuar no poder, sem se importar com as mentiras que conte, com a censura que faça, com as histórias da carrochinha que escreva e nos venda como pílulas da Matrix? Tome a pílula vermelha e acorde no mundo virtual, idealizado pelo Lula e por seus pares para nos fazer fingir que vivemos no paraíso. 

Ser lésbica não é mérito nem demérito pra ninguém. Não é estilo de vida, não é bandeira a ser defendida. Devemos nos preocupar com o que importa, e o que importa não é o que a Dilma Roussef faz com a boceta dela, é o que ela faz com nosso país. 

Parafraseando Regina Duarte: "Eu tenho medo!"