quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Projeto 2011. Qual o seu?

Todo o amor, toda a dor, toda a amizade, a esperança e a paixão.
Todo o sonho, todas as lágrimas, todos os sorrisos, os devaneios e os sustos.
Toda a ânsia, todo o desejo, todo o calor, a incontinência e o vício.
Toda a beleza, todo o gozo, todo o gosto, o arrepio e o medo.
Toda a paciência, toda a viagem, todo o trabalho, o pagamento e o feriado.
Todo o dia, toda a beleza, todo o convívio, a sinceridade e o perdão.
Todas as coisas que não posso enumerar nesta mensagem porque uma vida plena não cabe em um número finito de linhas. Nossas vidas não mudarão totalmente só porque um novo ano se inicia mas, um novo ano sempre nos põe a pensar em nossas vidas.
Inclua no seu projeto 2011 o viver intensamente. Não tenha medo de sentir seja o que for. Não fuja da vida, encare-a de frente porque – e ninguém gosta de pensar nisso realmente – ela pode acabar a qualquer momento.
Seja, sinta, fale, impere.
Você não é só um número e faz toda a diferença no universo.

Tenha um feliz natal e um 2011 intenso.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Desejos de Grávida


Estou com uma amiga gravidíssima e feliz então fiquei um pouco nostálgica com relação a coisa gravidez. Tenho duas filhas, a mais nova beira os quatro anos e a gente se esquece rápido dos momentos especiais que viveu pelo único e simples motivo de que eles são substituídos por outros. É impressionante quantos momentos as crianças nos proporcionam.
Um dia eles fazem uma coisa incrível e a gente pensa que vai se lembrar disso a vida toda e então, dez minutos depois, eles fazem uma coisa mais incrível ainda.
Mas, não é nada disso que eu quero falar. Quero falar sobre os desejos da gravidez. Há muito tempo atrás, quando eu nem sonhava em ser mãe, ri muito de uma outra amiga minha que, durante a gravidez, comeu um sabonete. Simples assim: comeu um sabonete. Aí você lê isso e não consegue imaginar como alguém pode comer um sabonete. Eu também não consigo. Mas, essa mulher fez. Contou-me que, certo dia, o marido saiu do chuveiro só com a toalha enrolada. Ela olhou pra ele, com os olhos cheios de cobiça e disse:
- Amor, ‘tô com vontade de comer uma coisa...
- Ah, nem vem agora que eu vou me atrasar pro trabalho! (homens, humpf)
Então essa amiga passou direto pelo marido horrorizado, entrou no boxe do banheiro e comeu aquele sabonete com um apetite digno de quem está comendo por dois.
Eu ri muito quando ela me contou essa história. Não. Estou mentindo. Eu não apenas ri, eu duvidei da veracidade da história. No meu universo aquela cena só podia ser fruto de uma imaginação prodigiosa.
Há também outra história de grávida, não lembro direito quem foi, mas o desejo dela foi comer terra. Eu, pessoalmente, acho que é um desejo bem comum – já ouvi falar de muitas grávidas querendo comer terra – mas a grávida em questão sentia muita vergonha do desejo e lutou contra ele durante um bom tempo até que, num dia de chuva, o cheiro de terra molhada foi mais forte que a vergonha e ela pegou uma colher foi até o quintal e cavou um pouquinho. O objetivo era tirar a terra de cima para comer a de baixo que era “mais limpa”. Sacaram? Raciocínio lógico não é o forte nesse ciclo da vida feminina.
Quanto a mim, tive apenas um desejo na gravidez das duas filhas: comer papel. Foi por causa dessa vontade de comer papel que tive certeza de que estava grávida da segunda filha.
Minha história foi parecida com a da comedora de terra ali em cima. Primeiro senti vergonha daquela vontade de comer papel, não a entendia e lutei contra ela. A minha rendição se deu numa noite em que eu, terminado um rolo de fio de crochê – estava fazendo um vestido – deixei o cone de papelão que ficava no meio do novelo ao lado da cama. Durante a noite, acordei salivando e, sem me dar conta, comecei a morder e mastigar aquele cone até não sobrar nada além do sentimento de dever cumprido. 
Dormi muito bem aquela noite e assim foi até o nascimento do bebê. 
Tratei o fato como inevitável e, sempre que tinha vontade, comia um pedaço de papel. Meus preferidos eram aqueles feitos com material reaproveitado – desejo sustentável – eu não gostava de papel branco, comia papel Kraft, Manilha e até papel higiênico.
Qual a lição que se tira disso? Nenhuma (booooh).
Só escrevi tudo isso pra dizer: se você está grávida e tem alguma vontade esquisita, aproveite e curta. Coma papel, coma terra, coma bife mal passado coberto com doce de leite (conheci uma grávida que comia isso), coma sabonete ou o que quer que seja e não sinta vergonha. Curta esse momento. Depois o bebê nasce e esses pequenos prazeres somem.
Em tempo, minha vontade de comer papel nunca mais se manifestou.

sábado, 18 de setembro de 2010

Dilma pode ser lésbica. E daí?


Está circulando nos blogs e em alguns sites de notícias a história de que a Dilma Roussef - a próxima presidente do Brasil, de acordo com todas as pesquisas - teria tido um caso de quinze anos com outra mulher. A declaração é de Veronica Maldonado, uma empregada doméstica que afirma ter vivido com a Dilma durante uma década e meia. E mais, diz que foi abandonada quando Dilma foi pra Brasília. Agora, em troca dos quinze anos de dedicação total e amor que a fizeram parar de trabalhar a fim de se dedicar à candidata, ela exige uma pensão. 

As opiniões dos internautas variam muito de comentário em comentário nos blogs. Alguns dizem que isso é obra da oposição pra desqualificar a candidata do PT; outros dizem que só faltava isso na biografia da Dilma; outros, que é um demérito para as lésbicas ter alguém como a Dilma em suas fileiras. 

Quanto a mim, me pergunto: realmente importa o que a Dilma Roussef faz na cama? 

Já passou da hora de abandonarmos essa cultura de alcova. Essa mania que temos de querer saber de coisas que realmente não nos importam. É por causa dessa cultura que sabemos mais o que acontece com as mulheres-fruta do que no Congresso Nacional. 

Importa mesmo o fato de Dilma ser lésbica, ou o fato de ela fazer parte de um governo marcado pela corrupção e pelo descaso? Um governo que, repetidas vezes, nos chamou de burros, ignorantes, que fez pouco caso de nossa inteligência ao tentar vender os absurdos que acontecem no Congresso como se fossem coisas normais, corriqueiras, simples falhas humanas sem maiores consequências. 

Importa o fato da Dilma ser lésbica, ou o fato de ela estar em campanha há pelo menos dois anos, ajudada pela máquina administrativa, usando o dinheiro dos impostos que pagamos para financiar sua campanha enquanto nós pagamos duas vezes para ter saúde, educação e segurança? 

Importa o fato de a Dilma ser lésbica, ou o fato de o PT não medir esforços para continuar no poder, sem se importar com as mentiras que conte, com a censura que faça, com as histórias da carrochinha que escreva e nos venda como pílulas da Matrix? Tome a pílula vermelha e acorde no mundo virtual, idealizado pelo Lula e por seus pares para nos fazer fingir que vivemos no paraíso. 

Ser lésbica não é mérito nem demérito pra ninguém. Não é estilo de vida, não é bandeira a ser defendida. Devemos nos preocupar com o que importa, e o que importa não é o que a Dilma Roussef faz com a boceta dela, é o que ela faz com nosso país. 

Parafraseando Regina Duarte: "Eu tenho medo!"