domingo, 2 de novembro de 2008

Comer pra emagrecer

69,5 quilos!!! Arghhhh eu tô uma baleia!!!
Acho que nunca mais vou caber nas minhas calças. Na verdade, tenho certeza que nunca mais vou caber nas minhas calças.
Ser magrinha nunca foi uma tendência minha mas sempre consegui controlar meu peso e entrar nas minhas calças 38. Elas eram a minha balança. Hoje eu prefiro não pensar nelas pra não ficar deprimida. Ao contrário de me estimular, de me incentivar a emagrecer, pensar em todo o monte de calças 38 que estão no armário e nas quais eu não caibo mais me deprime e me deixa ansiosa.
Nunca tive uma vida muito regrada, sempre fui workaholic. Comer e dormir nunca foram minha prioridade. Depois das minhas filhas então, essas duas atividades foram lançadas ao limbo e por lá ficaram.
Resolvi recorrer a ajuda profissional antes de passar da fase do sobrepeso para o da obesidade. O que ouvi da nutricionista foi exatamente o que eu temia ouvir: alimentação balanceada, deixar pra trás a vida sedentária e dormir bem.
MULHER MALUCA!!!
Estou com 31 anos... não tenho mais jogo de cintura pra uma mudança dessas na minha vida... me revoltei!!
Acho que eu queria alguma solução mágica, uma pílula mágica, um abracadabra... uma simpatia. (rs) ... definitivamente a maluca sou eu e não a nutricionista.
Enfim, pensando em tudo que a nutricionista me disse e meditando sobre a minha pilha de calças aposentadas resolvi tentar entrar no esquema.
Não vou mentir: não está sendo fácil.
Estou me sentindo muito bem, mais disposta e menos ansiosa. Percebi que ter horário pra me alimentar ou que dormir duas ou três horas a mais por noite não vai me matar e nem me fazer perder meus prazos no trabalho. A hidratação proporcionada pelos líquidos que comecei a ingerir melhorou muito os meus cabelos e a minha pele mas, peso que é bom não perdi.
"Existe tempo pra todas as coisas." Só espero que esse tempo não demore muito a passar. Não quero retornar aos velhos vícios.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Errei

Eu errei! Eu erro muitas vezes nesse meu ofício de mãe mas, por algum motivo esse erro específico me incomodou muito durante todo o dia de hoje.
Talvez esse incômodo seja pela lembrança dos olhos da minha filha mais nova me olhando como se pedisse socorro ao mesmo tempo que me condenasse pela minha omissão. Talvez seja pela culpa por estar cansada demais pra me atentar a detalhes como o fato de ela nunca chorar à noite então, logicamente, eu deveria saber que algo estava errado. Talvez seja apenas amor próprio, orgulho... não gosto de errar.
Sou analista de sistemas. Há muito tempo trabalho com tecnologia. No meu mundo perfeito tudo tem lógica, tudo pode ser medido, setorizado, esquematizado. Todo projeto deve ter escopo.
Quando me descobri grávida da minha primeira filha sabia que parte disso deixaria de ser verdade. Me assustei. Mas nem em minhas mais delirantes previsões eu sonharia que a vida de mãe seria algo tão maluco assim. Não consegui me concentrar em meus sistemas o dia todo só pensando naqueles olhinhos arregalados na madrugada.
Foi apenas uma picada. Pode ter sido de qualquer inseto. Provavelmente não vai dar em nada, além da vermelhidão que já atingiu a perninha dela mas, com certeza, a lembrança daquele olhar não vai deixar a minha mente tão cedo.
Irracional!! Totalmente passional. Esquisita essa sensação.
Na madrugada, caindo de sono eu fiz minha escolha: ignorei o pedido de socorro, botei na conta de manha, logo ela que nunca usa desse tipo de truque na hora do sono. Ainda de madrugada, quando acordei e vi aquele rostinho lindo do meu lado na cama - ela teve medo de voltar para a própria cama - acordada, de olhos arregalados aí sim percebi que fiz a escolha errada.
De manhã o arrependimento.
O dia inteiro a culpa.